Um grupo de cientistas do Campus médico de Anschutz da Universidade do Colorado e o Centro Charles C. Gates para Medicina Regenerativa e Biologia de células estaminais, encontraram uma abordagem mais eficiente para a reprogramação das células da pele doente em células estaminais, aumentando a esperança para futuros ensaios clínicos e possíveis tratamentos para doenças até agora incuráveis.

Nesta experiência, cujos resultados foram publicados no dia 21 de fevereiro na revista Nature Communications, os cientistas concentraram-se em doenças de pele e reprogramaram “células adultas”, saudáveis ou doentes, em células mães pluripotentes (iPSC, em inglês), o que traz esperanças no tratamento de graves doenças e dá base ao início de futuras provas clínicas.

Segundo Ganna Bilousova, do Centro Charles C. Gates, e uma das responsáveis da investigação, os testes feitos permitiram resolver a ineficácia registada até à data relativamente à criação de células mãe a partir de células adultas.

Atualmente, de cada 1.000 células adultas, apenas uma ou duas chegam a ser iPSC. O grupo de cientistas do Colorado encontrou uma abordagem que acelera drasticamente esse processo conforme melhora a segurança desta tecnologia para aplicações clínicas”, especificou Ganna.

 

O novo método permite gerar os iPSCs fora do corpo, manipulá-los geneticamente, convertê-los em células de vários tipos e transplantá-los para o paciente, ou usá-los para futuras pesquisas médicas.

 

O próximo objectivo é mover a tecnologia do laboratório para ensaios clínicos. Dennis Roop, director do Centro Charles C. Gates, e outro dos líderes da pesquisa, reconhece a magnitude do trabalho da equipa e acredita que o avanço tem potencial para ajudar a desenvolver terapias com base em células-tronco adultas “para curar doenças até agora sem cura, como epidermólise bolhosa” (EB), que torna a pele mais frágil.